Desde criança, momentos de alegria são rodeados por doces. Presentes em festas de aniversário, oferecidos como recompensa para um bom comportamento ou simplesmente para demonstrar afeto, os doces viram sinônimos de felicidade. A sedução por trás do açúcar também é ligada aos seus personagens animados favoritos, muitas cores, balões, brinquedos, festas, enfim tudo que seduz uma criança. O que fica difícil na vida adulta, é encarar o fato de que doce vira não só uma muleta emocional, mas o causador de outros problemas como: ganho de peso, enxaqueca, envelhecimento precoce, rugas, estrias, celulites, hipoglicemia, diabetes e até câncer. Açúcar não nutre e, mais do que isso, no passado era considerado droga.

O açúcar dá uma certa bobeira mental, cientificamente explicada pelo encontro da insulina com um aminoácido chamado triptofano, que é rapidamente convertido no cérebro em serotonina, um tranquilizante natural.

Na Índia, alguns séculos antes de Cristo, os médicos usavam o açúcar como remédio. Foi só ali perto do ano 600 que os persas bolaram a rapadura, daí começou o tráfico. Na Europa não tinha açúcar, era importado e custava muito caro e só os nobres podiam comprar: ‘nada de drogas para os pobres.

Em 1665, a Inglaterra já importava 8 milhões de quilos por ano. Nesse mesmo ano, a peste bubônica matou 30.000 pessoas em Londres, pessoas que tinham acesso ao açúcar, porque no campo, entre os pobres, ninguém morreu.

Será que ninguém desconfiou da relação da nova doença e o espantoso consumo de açúcar? Já que o açúcar predispõe o corpo a infecções por causa da acidez exagerada que ele provoca. Desconfiaram, mas ficaram calados pois seria um crime de lesa-majestade insinuar que a Coroa enriquecia às custas de um vício pernicioso. E aí ficou por isso mesmo e está assim até hoje.”